02 junho, 2012

Fumigação


A Fumigação é um tratamento de controlo de pragas, que consiste na aplicação de compostos químicos, nomeadamente os fumigantes na forma sólida ou líquida, que em contacto com o ar transforma-se em gás, promovendo a eliminação dos insectos em todas as fases de desenvolvimento, através do sistema respiratório.
Um fumigante é um agente químico que à temperatura e pressão normal, transforma-se em gás e pode manter-se a uma concentração suficiente para eliminar as pragas. Este tratamento é utilizado nas indústrias alimentares (farinha, frutos secos, legumes, café, cacau, tabaco, entre outros) para eliminar insectos de produtos armazenados, em tratamentos de caracter ambiental para prevenção e controlo de fortes infestações em recintos fechados (contentores, armazéns industriais, entre outros), em material empilhado e no tratamento da madeira contra xilófagos (moveis, vigas, entre outras).
A Fumigação é o tratamento mais apropriado para alcançará as pragas nos esconderijos mais improváveis, eliminando os estágios de desenvolvimento (ovos, larvas, pupas, adultos), sendo de enorme importância saber escolher os produtos adequados para a eliminação das pragas.

MÉTODOS DE FUMIGAÇÃO
Os tratamentos de fumigação consistem em introduzir um agente químico em estado gasoso dentro de um volume/recinto que se denomina como área de fumigação. É necessário manter a área de fumigação com uma concentração da substância gasosa durante um determinado período de tempo, para eliminar as pragas. Para que a substância gasosa permaneça na área de fumigação, durante 3-7 dias, a uma concentração de 0,5-3 g/m3 (parâmetros normais de fosfina), é necessário criar um espaço onde é introduzido o gás, de modo a que permaneça no seu interior e que as perdas da substância ativa sejam as mínimas possíveis.
Para se manter uma concentração de fosfina adequada durante o período de exposição, existem dois métodos de fumigação, sendo eles:
- Fumigação em recintos fechados;
- Fumigação em cobertura de plástica.
Fumigação em recintos fechados
A fumigação em recintos fechados baseia-se em utilizar os elementos existentes (paredes, telhados, solo) fabricados com materiais impermeáveis a passagem do gás, para construir uma “cámara hermética”.
Para conseguir uma hermeticidad razoável a área de fumigação, é necessário selar os orifícios que comunicam com a área de fumigação e com a atmosfera exterior, de modo a evitar a perda de fosfina. (Figura (…))
Este tipo de tratamentos que exploram os elementos existentes para construir a área de fumigação ou “cámara hermética”, denomina-se como sendo “fumigação de recintos fechados” ou “ambiental”.
Os recintos fechados que são fumigados são:
- Edifícios completos e/ou parte do seu interior;
- Transporte de contentores marítimos;

Figura (…) – Selagem dos orifícios

Fumigação nos edifícios
Os elementos mais comuns a ter em contar para evitar as perdas de fosfina, entre o interior (área fumigada) e o exterior, são as portas, as janelas, lareiras, espaços onde passam os fios elétricos e o ar condicionado, entre outros. Existe instalações que não reúnem as condições necessárias para fabricar uma “cámara hermética” ou área de fumigação. Estas instalações são descartadas e é necessário procurar outra alternativa para realizar o tratamento por fumigação.

Fumigação em cobertura de plástica
A fumigação em cobertura de plástico utiliza-se quando é necessário eliminar pragas em artigos de produtos armazenados, de modo, a que não seja necessário fumigar a totalidade do recinto.
Este tratamento permite fumigar produtos fechados (legumes, farinha, café, cacau, tabaco, entre outros), produtos em grão (cereais) e qualquer tipo de elementos aplicáveis (madeira, moveis, embalagens, cortiça, entre outros). Também permite fazer o tratamento de fumigação ao ar livre, sendo condicionados pela meteorologia (temperatura baixas, vento forte que pode romper a cobertura de plástico, entre outras). Estes fatores podem fazer falhar o tratamento.
O material recomendado a utilizar é fita plástica transparente de polietileno.
Tem que se colocar a mercadoria sobre o solo impermeável a fosfina. Se o solo é poroso (fugas) ou existe canais de drenagem deve-se colocar fita plástica sobre o solo antes de colocar o produto.
É importante reunir a mercadoria a fumigar o máximo possível, para não utilizar-se uma quantidade excessiva de fita plástica e reduzir o tempo de mão de obra. Não aplicar mais de três paletes de altura. É necessário deixar livre o espaço de pelo menos 1 metro ao redor para permitir a passagem das pessoas. A mercadoria não deve estar apoiada sobre os pilares e paredes, pois estes elementos dificultam a selagem.

VANTAGENS
Quando se utiliza o tratamento de fumigação, este trás benefícios
- Os fumigantes difundem-se e penetram nas ranhuras, rachaduras e mercadorias, eliminando as pragas em todas as fases do seu ciclo de vida;
- Pode eliminar mais de 99% das pragas;
- Quando se utiliza as concentrações corretas e adequadas, deixam resíduos insignificantes, pode-se utilizar com segurança o tratamento de produtos alimentares;
- Devido ao seu poder de penetração, podem ser utilizados em lugares onde o granulado, os pós e os aerossóis não são eficazes.

A fumigação não tem nenhum efeito residual, por isso o uso só tem sentido quando existe evidências reais de infestação.

LIMITAÇÕES


Un fumigante es eficaz cuando el gas está presente en una concentración adecuada, y durante un tiempo determinado
    - Tras la fumigación, después de efectuar la ventilación, no existe ningún efecto insecticida o rodenticida residual

    - El abanico de fumigantes que actualmente podemos elegir es limitado (fosfina y nitrógeno)
   -  Algunos materiales y mercancías pueden dañarse seriamente con los tratamientos de fosfina...(elementos compuestos de oro, plata y cobre, componentes electrónicos, seda….)

CUIDADOS GERAIS PARA A OPERAÇÃO DE FUMIGAÇÃO
Com antecedência de 24 horas toda a indústria ou unidade armazenadora deve ser notificada da data e local da operação de expurgo, bem como o período em que a mesma irá ocorrer.
Promover a sinalização da área e local com uso de “bandeiras” de sinalização.
Certificar-se da ausência de pessoas não autorizadas no local de fumigação e, se necessário, evacuar o local.
Preparar a equipe e checar responsabilidades e EPI’s.
Não fumar, beber ou comer durante a operação de fumigação.
Ler atentamente o Manual do Fabricante, observando criteriosamente suas recomendações.
Cuidados na abertura das embalagens de Fosfeto de Alumínio.
Em se tratando de um inseticida que libera gás, o armazenamento inadequado, sob alto calor, poderá acarretar a pressurização da embalagem diante do aumento da pressão interna.

Diante deste fato, recomendamos inicialmente proceder a sua despressurização no lado externo dos locais de expurgo, mediante a abertura parcial das garrafas de Fosfeto de Alumínio e posterior fechamento e, no caso das latas de sachet, proceder a um pequeno furo para o mesmo objetivo.

CUIDADOS NA OPERAÇÃO DE FUMIGAÇÃO
Seguir criteriosamente as recomendações de vedação necessárias para a eficiência e segurança da operação de fumigação.
A dosagem deve ser rigorosamente observada, segundo as instruções do fabricante.

Atenção: “As dosagens nunca devem ser alteradas, seja para compensar eventuais vazamentos (Neste caso, recomendamos a solução do problema ou não se realizar a operação de fumigação), seja para compensar altas infestações de insetos”.

No caso de uso de lonas para expurgo, estas nunca devem ser de materiais reciclados (Lonas pretas), apenas será permitido a utilização de lonas de PVC ou Polipropileno, ambas específicas e recomendadas para a fumigação.
Durante a operação de fumigação não se recomenda o uso de pendentes de luz, apenas se os mesmos estiverem em reais condições adequadas e com protetores para lâmpadas.
Nenhum sistema de ventilação ou exaustão poderá estar ligado durante a operação de fumigação. Esta medida apenas deve ser adotada ao final da operação, com vistas à aeração do ambiente e, se necessário, do produto


Saúde e segurança
•         La fosfina es un gas “muy tóxico” por lo que su uso requiere mantener medidas de Seguridad estrictas, de modo que se eviten daños personales y materiales.
•         Por este motivo, antes de planificar cualquier trabajo de fumigación con fosfina es necesario establecer con claridad cual va a ser el área de fumigación (recinto cerrado, pila bajo plástico) y conocer el concepto de área de riesgo.
•         Área de Riesgo es el espacio, área, compartimento o edificio adyacente que rodea el área de Fumigación donde se podrían encontrar concentraciones de fumigante superiores a las admisibles (0,1 ppm en el caso fosfina) por escape de fosfina a partir del área de fumigación.


Tratamento da Madeira contra Térmitas


As térmitas são insetos sociais pertencentes à ordem isóptera e consomem a madeira e materiais compostos por celulose, sendo, por isso, considerada a praga mais destruidora de estruturas de madeira, em todo o mundo. (Figura 1)

Figura 1 - Térmita

Embora algumas estruturas sejam mais favoráveis aos ataques desta espécie, todas as habitações são susceptíveis de sofrer uma invasão desta praga. Contudo, as habitações mesmo sendo maioritariamente construída com estruturas de ferro e paredes de tijolo, podem sofrer uma infestação de térmitas, devido à existência de apoios estruturais e outros elementos de construção serem de madeira ou materiais que contenham celulose, tais como, portas de madeira, vigas de apoio de madeira, armários e prateleiras. Porém, também existem muitos materiais inorgânicos que as térmitas não usam para alimentação, tais como tapetes e outros tecidos que podem danificá-los, através de buracos e galerias durante a exploração das térmitas para procurar os alimentos. (Figura 2)

 Figura 2 – Exploração das colónias de térmitas na madeira

Portanto, nenhum edifício está completamente seguro contra os ataques desta praga. Com o decorrer do tempo, os danos causados pelas térmitas podem ser consideráveis.

CICLO DE VIDA
As térmitas são insetos que apresentam metamorfose incompleta. Estas têm corpo mole, tórax e abdómen amplamente articulado, antenas pequenas e uma boca mastigadora. Embora cada espécie possua características de desenvolvimento diferentes, o ciclo de vida deste inseto baseia-se em ovo, ninfa e adulto. (Figura 3)

 Figura 3 – Ciclo de vida da Térmita

A função de reprodução está reservada ao casal real, sendo as outras atividades da colónia exercidas pelas ninfas, operários e soldados.
O rei e a rainha podem viver até 30 anos. Durante todo o período de vida, a rainha irá colocar ovos. Em caso de doença ou até morte do rei ou da rainha ambos podem ser substituídos pelos reprodutores de substituição que se encarregarão das funções de fecundação do rei ou da oviposição da rainha.
Ao longo do ciclo de vida, as térmitas sofrem mudas para se desenvolverem. Deste modo, a rainha coloca os ovos que se transformam em ninfas. As ninfas, por sua vez, podem ser diferenciadas em operários, soldados e reprodutores alados. Os operários podem ser divididos em dois tipos, sendo eles, operários verdadeiros, que são estéreis e operários funcionais, que são machos e fêmeas. Os operários funcionais têm a habilidade de converter-se para ninfa, e a partir daí transformarem-se em soldados, que são reprodutores alados ou reprodutores de substituição, dependendo das necessidades da colónia.
O último estádio de ninfa pode desempenhar funções de operário na busca de alimentos e na criação de outras ninfas em estádios iniciais. (Figura 4)

 Figura 4 – Colónia de térmitas subterrâneas

As térmitas vivem em colónias no solo, onde encontram a humidade e a temperatura essenciais para o seu desenvolvimento. O principal objetivo das colónias subterrâneas é construir galerias protegidas da luz que permitam alcançar a maioria dos edifícios, em busca de madeira ou materiais que contenham celulose para se alimentarem. As galerias das térmitas são revestidas por uma mistura de solo, partículas de madeira, fezes e saliva. Estas galerias, sempre paralelas à fibra, deixam uma fina camada superficial que impede determinar a sua presença.  
As térmitas invadem as habitações, edifícios e estruturas através dos túneis subterrâneos que têm origem nas galerias do seu ninho e podem estar localizadas até 100 metros de distância/profundidade, sendo difícil detetá-las. (Figura 5)

 Figura 5 – Ninho, galerias e tuneis subterrâneos das térmitas

MEDIDAS DE PREVENÇÃO E CONTROLO
Quando se suspeita da existência de térmita, deve realizar-se uma inspeção prévia antes do tratamento, pois esta é de grande importância para a correta realização e eficácia de qualquer método aplicável. É necessário que o técnico realize uma inspeção exterior para verificar a presença desta praga, as madeiras atacadas, as fontes de humidade, as características do terreno e dos materiais de construção. Para além da inspeção exterior, é necessário realizar uma inspeção interior para verificar evidências ou danos que a praga causou e fiscalizar as madeiras ou matérias compostos por celulose.
Uma vez identificada a praga e o grau de infestação, deverão ser programadas medidas físicas e químicas complementares para a solução do problema e prevenção de futuras infestações.

Medidas físicas
As medidas físicas que poderão ser aplicadas são:
- Eliminação de possíveis fontes de humidade existentes nas instalações;
- Sistemas de drenagem e de ventilação adequados e suficientes;
- Vedar ou reparar as estruturas defeituosas;

Medidas químicas
As medidas químicas que poderão ser aplicadas, de modo geral, são:
- Utilização de biocidas adequados a praga;
- Utilização de produtos protetores solúveis nos tratamentos preventivos da madeira;
- Utilização de pesticidas orgânicos nos tratamentos curativos nas madeiras após detetado a infestação nos edifícios, madeiras, entre outros.

Os técnicos especializados na prevenção e controlo das térmitas da Rentokil utilizam tratamentos químicos que podem ser de dois tipos:

Tratamento “barreira”
O tratamento “barreira” é aplicado quando as térmitas se encontram debaixo do solo dos edifícios ou no exterior. Este tratamento consiste em aplicar um determinado produto no solo e nas paredes do edifício, de forma a determinar barreiras protetoras que impeçam o acesso das térmitas às estruturas de madeira ou materiais compostos por celulose. Também se devem tratar as madeiras afetadas ou suscetíveis de sofrer ataques. (Figura 6)
 
 Figura 6 – Tratamento químico utilizando barreiras

Tratamento com iscas
No tratamento com iscas devem-se utilizar produtos que contenham na sua composição os inseticidas do tipo IGR (Reguladores de crescimento das pragas). Este tratamento consiste em inserir no solo, no exterior da habitação ou edifício, uns cilindros plásticos com abertura, que no seu interior contêm barras de madeira. Na sua inspeção regular são verificados todos os cilindros, e, no caso, de ataque das térmitas, procede-se à sua substituição por uma isca de madeira rica em celulose e que contenha o inibidor de crescimento (IGR). Contudo, também é possível aplicar este tratamento no interior das habitações ou edifícios, sendo instaladas iscas móveis, nomeadamente porta-iscas, que contêm no seu interior iscas/material rico em celulose impregnado em inibidor de crescimento. (Figura 7)

 Figura 7 – Tratamento químico com iscas

As térmitas que ingerirem estas iscas com inibidor de crescimento irão alimentar posteriormente todas as térmitas da colónia, as quais serão afetadas no seu desenvolvimento, conduzindo consequentemente à eliminação das térmitas.


Video 1 - Video sobre termitas e traramentos aplicáveis


Os tratamentos da madeira contra térmitas realizam-se segundo o protocolo de segurança previamente acordados com o cliente e deverão ser eficazes e seguros, protegendo sempre adequadamente o cliente durante as aplicações, tendo em conta os “prazos de segurança” dos produtos e evitando, o mais possível, contaminações por contacto.


Roedores


O grupo dos roedores é o mais abundante e supõem-se que é cerca de 45% de todos os mamíferos. Existe mais de 1700 espécies de ratos distribuídas pelo mundo, entre os quais, cerca de 125 estão classificados como pragas. A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que exista cerca de três ratos por habitante no mundo, o que resultaria em cerca de 9 bilhões. Todo o estrago que os roedores fazem não se deve apenas à disputa por comida com os humanos, mas também ao fato de que eles precisam de gastar os seus dentes de alguma forma, pois os mesmos crescem constantemente. (Figura 1)

Figura 1 – Roedor

A presença de roedores, ou de quaisquer outros animais selvagens, na sua casa e no seu jardim pode implicar sérios riscos, não só para a saúde das pessoas, mas também para os tecidos, para as estruturas dos edifícios, para as colheitas agrícolas, entre outros. Os roedores são os animais mais adaptáveis e prolíficos do mundo. Reproduzem-se bem, crescem rápido, aprendem rápido e adaptam-se a uma grande variedade de condições dos locais. Os roedores têm corpo gordo e pernas curtas, caracterizados pelo rabo grande, embora haja exceções, nomeadamente os hamster. Para se conseguir distinguir os roedores, baseia-se pelo tamanho e na forma do corpo e na sua cor, assim como a relação entre a cabeça e o corpo, bem como a cabeça e a rabo. Também se pode distinguir os roedores através do tamanho das orelhas, das patas traseiras e da forma do focinho.
Existe uma grande variedade quanto ao tamanho dentro da mesma espécie, assim como o pelo. Estas características são uteis para a identificação da espécie. (Figura 2)

Figura 2 – Características dos roedores

Dizem que os roedores são animais digitígrados, porque caminham apoiados unicamente pelos dedos das patas. Possuem quatro a cinco dedos nas patas dianteiras e entre três a cinco dedos nas patas traseiras.
Os roedores têm modos de vida muito desiguais. Algumas espécies são noturnas, como o rato doméstico ou as ratazanas, como outras são ativas tanto durante o dia como durante a noite.
Os roedores noturnos dispõem de uma acuidade visual limitada

MEDIDAS DE PREVENÇÃO E CONTROLO
A prevenção e controlo desta praga é possível através da adoção das seguintes medidas:
- Acondicionamento correto dos resíduos 

Acondicionamento correto do lixo: dentro de sacos plásticos, em latas com tampas apropriadamente fechadas e limpas periodicamente, de preferência sobre estrado, para que não fiquem diretamente em contato com o solo;

·         Dispor o lixo na rua somente na hora que o coletor passa para recolher;

·         Nunca jogar lixo a céu aberto ou em terrenos baldios;

·         Acondicionamento correto dos alimentos: em recipientes bem fechados;

·         Inspecionar periódica e cuidadosamente caixas de papelão, caixotes, atrás de armários, gavetas e todo tipo de material que adentre ao ambiente e possa estar servindo de transporte ou abrigo a camundongos;

·         Vedar frestas ou vãos que possam servir de porta de entrada aos ratos para os ambientes internos;

·         Colocar telas (com menos de 1 cm de vão de diâmetro), grelhas, ralos do tipo "abre-fecha", sacos de areia ou outros artifícios que impeçam a entrada desses animais através de ralos, encanamentos ou outros orifícios;

·         Evitar o acúmulo de entulho ou materiais inservíveis que possam constituir abrigo aos ratos;

·         Manter terrenos baldios limpos e murados;

·         Manter limpas as instalações de animais domésticos e não deixar a alimentação destes exposta onde os ratos possam ter acesso, principalmente à noite;

·         Vistoriar e manter limpos garagens e sótãos.

De importância fundamental é a parceria da comunidade do entorno, que deve ter informação e compreensão adequada do problema para eliminação de hábitos e costumes que possam contribuir para a proliferação dos ratos, tais como jogar lixo e entulho em córregos, praças, terrenos baldios, bueiros, etc.

Os métodos que os técnicos da Rentokil Initial utlizam no controlo dos roedores são:
- Iscas sólidas ou líquidas (molhos, granulado, blocos)
- Produtos de contato (pó ou gel);
- Produtos ou materiais de captura (armadilhas);
- Gases.

Os tratamentos realizam-se segundo o protocolo de segurança previamente acordados com o cliente e deverão ser eficazes e seguros, protegendo sempre adequadamente o cliente durante as aplicações, tendo em conta os “prazos de segurança” dos produtos e evitando, o mais possível, contaminações por contacto.

RISCOS PARA A SAÚDE
Os roedores têm um papel importante na transmissão de inúmeras doenças como a leptospirose, a peste, o tifo murino, salmonelose, febres por mordidelas, doença de Lyme, doença de Weil, entre outros. 


Como futura Técnica de Saúde Ambiental e segundo o Decreto-Lei n.º 117/95 de 30 de Maio, tenho o dever de identificar e caracterizar fatores de risco para a saúde originados no ambiente, realizando a vigilância sanitária básica e luta contra meios e agentes de transmissão de doença.
Os roedores são um vetor transmissível de doença e, por esse motivo, tenho o dever de prevenir e promover a saúde pública, realizando ações de controlo e vigilância sanitária de sistemas, estruturas e atividades com interação no ambiente, para prevenir e controlar esta praga.
Na Rentokil, o meu dever como Técnica de Saúde Ambiental é identificar e caracterizar os fatores de risco para a saúde e promover ações de controlo e vigilância desta praga, nos locais que necessitam de ajuda.

Baratas



A Barata, pertencente à ordem Blattaria, subsiste há mais de 300 milhões de anos e atualmente existindo cerca de 5000 espécies, no mundo. Esta espécie está espalhada nos mais diversos ambientes ao redor do mundo, principalmente nas regiões tropicais ou subtropicais, tais como, substrato de matas, ambientes aquáticos, desertos e cavernas. No entanto, menos de 5% das espécies são domésticas, ou seja, procuram convívio com o Homem. Estas espécies são consideradas sinantrópicas, graças à relação próxima que possuem com a nossa espécie e podem transmitir a grande maioria das doenças causadas por bactérias e fungos. Elas vivem no interior das residências (ou outras estruturas construídas pelo Homem), em redor das residências/estruturas e em anexos, como caixas de gordura, esgotos e outros locais húmidos e escuros. Cinco dessas espécies, nomeadamente, Blatella germânica, Supella longipalpa, Periplaneta americana, P. australasiae e Blatta orientalis, são encontrados em ambientes domésticos, a nível mundial.
A barata procura no ambiente urbano, condições propícias relacionadas com a disponibilidade de alimento, abrigo e água, tendo hábitos noturnos, que podem ser explicados através do mecanismo da seleção natural, porque durante a sua evolução, as baratas que se mantinham ativas à noite sobreviviam, ao contrário das que tinham hábitos diurnos. As baratas gostam de ambientes húmidos e algumas espécies preferem lugares quentes. Estas têm uma alimentação variada, sendo considerados insectos omnívoros, porque comem qualquer alimento, tendo principal atração por doces, alimentos gordurosos e de origem animal. Conseguem perceber o perigo através de mudanças na corrente do ar à sua volta, porque possuem pequenos pelos nas costas que funcionam como sensores.

ASPETOS BIOLÓGICOS
As baratas são insetos que têm o corpo ovalar e deprimido, podendo o seu tamanho variar entre alguns milímetros até quase dez centímetros. O formato e o tamanho variam dependendo da espécie, mas em género pode-se afirmar que as fémeas são maiores que os machos, porém os machos têm as asas mais desenvolvidas. A cabeça é curta, sub-triangular, apresentando olhos grandes e geralmente dois acelos (olhos simples). Em geral, as baratas são de coloração parda, marron ou negra, contudo existem espécies coloridas. Nas zonas tropicais, predominam as de cor marron avermelhada, além das cores verde e amarela.
Tanto os machos como as fêmeas apresentam dois pares de asas, sendo o primeiro par tipicamente coriáceo e o segundo membranoso. As antenas encontram-se inseridas entre os olhos compostos, podendo atingir o dobro do comprimento do corpo. As antenas manifestam um papel fundamental na sobrevivência da barata servindo não apenas como elemento de direção, mas também como captador de vibrações no ar de cheiro dos alimentos ou de feromonas.
O aparelho bucal das baratas possibilita mastigar/roer papéis, lombadas de livros, roupas sujas de alimentos, pelos, pintura, mel, pão, carne, batatas, gorduras. Contudo, algumas baratas alimentam-se de madeira (celulose), sendo tal alimento digerido por microrganismos, no interior do seu intestino.
As baratas apresentam coxas grandes, fêmures e tíbias com espinhos e, em geral, têm tarsos pentâmeros. O abdómen é séssil, alargado e deprimido, apresentando em geral dez segmentos. A postura dos ovos é feita dentro de uma cripta genital numa cápsula denominada ooteca.

CICLO DE VIDA
As baratas são insetos hemimetabólicos que apresentam metamorfoses graduais ou parciais contendendo um ciclo de vida composto por três fases, sendo elas, ovo, ninfa e adulto. (Figura 1)

Figura 1 – Ciclo de vida da barata

A fêmea produz uma cápsula protetora dos ovos denominada ooteca, na qual contém duas filas sobrepostas e separadas por uma membrana. Dependendo da espécie, o número de ovos varia de 4 a 50. A ooteca é colocada num lugar seguro, próximo de uma fonte de alimentos. (Figura 2)

Figura 2 - Ooteca

Quando passam de ovos para ninfas, estas rompem a ooteca e na maioria das espécies, à excepção da Periplaneta americana (Barata de esgoto), são libertas com o auxílio da mandíbula materna.
No estádio de ninfa, são semelhantes às adultas, porém diferenciam-se pela coloração clara, por não possuírem asas, por sofrerem mudas para crescer e a última muda corresponde à barata adulta, com asas totalmente formadas e sexualmente madura. (Figura 3)

Figura 3 – Diferenciação de ooteca, ninfa e adulto

Após a última muda, as ninfas permanecem com uma aparência esbranquiçada até que o novo esqueleto adquira o endurecimento original, num período de aproximadamente de 24 horas. Durante este período, as baratas estão sujeitas ao ataque da própria espécie e ao canibalismo.
O desenvolvimento da barata, desde o ovo à fase adulta, depende de vários fatores como as condições de temperatura e humidade, a espécie, a quantidade de alimento e teor de proteína disponível e outras condições ambientais.
Em suma, o ciclo de vida da barata pode variar entre 53 dias a 2 anos, dependendo da espécie em causa.

Video 1 - Video sobre as Baratas

Apesar de existir inúmeras baratas, na Espanha são encontradas, na sua maioria, as baratas domésticas, sendo elas, Blatella germânica, Periplaneta americana e Blatta orientalis. (Figura 4)


Periplaneta americana
A Periplaneta americana também conhecida como barata americana ou barata do esgoto mede entre 28-44 milímetros e é de cor marrom avermelhada. Esta espécie é voadora, sendo as asas do macho maiores que o corpo e na fémea são pequenas. A ooteca é transportada pela fêmea durante vários dias, antes de ser depositada, podendo uma fêmea ao longo da sua vida produzir 10 a 15 ootecas, contendo numa ooteca 6 a 28 ovos. Quando eclodem em ninfas estas sofrem 7 a 13 mudas, podendo ter uma duração no estádio de cinco meses, mas podem chegar a 15 meses como ninfas.
Gostam de lugares como porões, ralos, lixos e esgotos, vivendo principalmente em interiores dos edifícios, sotons, zonas de bastante calor e humidade. Comem de tudo, mas têm uma grande atração por bebidas alcoólicas, em especial por cerveja.

Blatella germânica
A Blatella germânica também conhecida como barata alemã mede entre 12-15 milímetros e é de cor marrom claro com duas manchas escuras no tórax. Esta espécie não voa e tem as asas do tamanho do corpo, em ambos os sexos. A ooteca é transportada pela fêmea até estarem quase a eclodir, podendo uma fêmea, ao longo da sua vida produzir 4 a 8 ootecas, contendo numa ooteca 35 a 40 ovos. Quando eclodem em ninfas estas sofrem 5 a 7 mudas, podendo ter uma duração no estádio de seis semanas até seis meses como ninfas.
Preferem zonas quentes e muito húmidas, vivendo em edifícios quentes, barcos, casas de banho e cozinhas.

Blatta orientalis
A Blatta orientalis também conhecida como barata oriental mede entre 25-30 milímetros e é de cor marrom escuro ou preta. Esta espécie voa e a ooteca é depositada poucas horas antes de eclodir, podendo uma fêmea ao longo da sua vida produzir 5 a 10 ootecas, contendo numa ooteca 18 ovos. Quando eclodem em ninfas estas sofrem 6 a 10 mudas, podendo ter uma duração no estádio de cinco a nove meses, como ninfas.
Gostam de lugares frios e húmidos como porões e ralos. Comem de tudo.

Figura 4 – Diferenciação da Barata Americana, Oriental e Germânica

MEDIDAS DE PREVENÇÃO E CONTROLO
Quando se suspeita da existência deste parasita, deve-se realizar uma investigação nos potenciais esconderijos para tentar averiguar onde pode ter surgido a infestação. Contudo, é necessário tomar algumas medidas de prevenção e controlo, tais como:
- Manter os alimentos guardados em recipientes fechados, impedindo o acesso das baratas;
- Conservar os armários e as despensas fechadas, sem resíduos de alimentos;
- Verificar periodicamente, gretas e cantos de armários e paredes;
- Recolher restos de alimentos e qualquer outro tipo de lixo em recipientes adequados;
- Remover caixas de papelão e lixo em locais não apropriados;
- Colocar borracha de vedação na parte inferior externa das portas;
- Remover e destruir ootecas;
- Vedar/Selar as rachaduras, gretas, fendas que possam servir de abrigo para as baratas;
- Manter a casa sempre limpa;
- Procurar os possíveis abrigos das baratas, perto de fontes de calor e com pouca luminosidade, como motor do frigorífico, fogões, fornos, entre outros.

Se verificar que o problema persiste, deve procurar/consultar uma empresa especializada no controlo destas pragas, para tratar este problema. Caso seja necessário, deve utilizar técnicas e produtos para combater a infestação os quais apresentem o menor risco para a saúde humana e meio ambiente.

Os técnicos especializados da Rentokil, quando realizam uma visita a um estabelecimento de hotelaria, estabelecimento alimentar, estabelecimentos de restauração, habitações, entre outros, devido à suspeita desta praga, irão investigar os potenciais locais de ocorrência desta. Na sua visita e para estabelecer o tratamento adequado são verificadas todas as zonas onde esta praga procura esconder-se.
Os técnicos profissionais da Rentokil Initial devem conhecer a biologia da praga para utilizar esses conhecimentos como ajuda no controlo da infestação.

Os tratamentos que se podem aplicar são:

- Uso de pó de contacto;
- Cebos
- Pulverização com produtos adequados (inseticidas líquidos ou lacas);
- Fumigação gasosa;
- Fumos inseticidas.
 
(Video em atualização)

Os tratamentos realizam-se segundo o protocolo de segurança previamente acordados com o cliente e deverão ser eficazes e seguros, protegendo sempre adequadamente o cliente durante as aplicações, tendo em conta os “prazos de segurança” dos produtos e evitando, o mais possível, contaminações por contacto.


RISCO PARA A SAÚDE
As baratas adoram viver em lugares sujos e escuros. Estas podem causar sérios problemas para a saúde humana porque estão sempre em contacto com bactérias, sendo transmissoras de algumas doenças através dos microorganismos que estão veiculados nas patas e no corpo destas, adquiridos quando percorrem esgotos, lixeiras e outros lugares contaminados.
Os microorganismos mais comuns associados às baratas incluem bactérias dos géneros Salmonella, Staphylococcus, Streptococcus Coliform, Bacillus e Clostridium, Escherichia coli e a Shigella dysenteriae. Desta forma, as baratas podem causar gastroenterites (inflamação no estômago e intestino), intoxicações alimentares, tuberculose, cólera, hepatite A e B, febre tifoide, ténias e surtos diarreicos, quando do contacto destes animais (sua saliva ou excremento) com alimentos ou utensílios de uso humano.


Como futura Técnica de Saúde Ambiental e segundo o Decreto-Lei n.º 117/95 de 30 de Maio, tenho o dever de identificar e caracterizar fatores de risco para a saúde originados no ambiente, realizando a vigilância sanitária básica e luta contra meios e agentes de transmissão de doença.
Como referi acima, as baratas são consideradas um vetor transmissível de doença e, por esse motivo, tenho o dever de prevenir e promover a saúde pública, realizando ações de controlo e vigilância sanitária de sistemas, estruturas e atividades com interação no ambiente, para prevenir e controlar esta praga.
Na Rentokil, o meu dever como Técnica de Saúde Ambiental é identificar e caracterizar os fatores de risco para a saúde e promover ações de controlo e vigilância desta praga, nos locais que necessitam ajuda.